Inteligente, Educado, Homossexual e… Cristão!
Posted: 10 Apr 2012
Trinta.
Trinta e um.
Não! Trinta e um, não.
Lembro-me que, um dia, ele me contou sobre a idade dele, mas não me lembro...
Ele parece ter trinta e três.
Isso! Trinta e três anos.
Rubem tem trinta e três anos e um olho jabuticaba, lindo.
Não me lembro ao certo quando foi a primeira vez que conversamos, deveria ser em grupo pois as vezes que conversamos em particular foram raras. E breves.
Não tínhamos muita coisa em comum.
Eu quase sempre ‘let be’ e ele eternamente apressado e perfeccionista com tudo que lhe vinhas às mãos.
Tudo em Rubem fala alto.
Muito alto.
É como se os gestos dele gritassem o tempo todo.
Seu tom de voz é alto e encorpado, seus braços movimentam-se tão rápido quanto seus olhos e seus pés batem no chão quando está sentado.
Confesso que me canso só de olhar.
Além desses gestos altos, seu perfeccionismo agudo se faz ouvir a quilômetros de distância.
Esses comentários soam mal?
Não são!
Nunca vi pessoa mais séria e empenhada a desenvolver um trabalho como Rubem.
Além de ótimo amigo procura sempre acertar em tudo o que faz.
Cuida de detalhes pequenos para que nada e ninguém tire seu foco dos estudos, do trabalho e de Deus.
Era um cristão exemplar.
Sua conduta ética, cristã e moral eram praticamente impecáveis.
Digo ‘eram’ porque não o vejo há, no mínimo, dois anos.
Não moramos na mesma cidade.
Apesar de discordar aquela postura de extrema perfeição, o respeitava. Mordia a língua e ficava quieta quando percebia que deveria haver mais flexibilidade nas atitudes e opiniões dele.
Uma vez a conversa estourou.
Não me lembro sobre o que falávamos mas lembro daquele silêncio quase palpável que ficou entre nós quando ele me confessou de que matéria era feita aquelas atitudes perfeitas que tinha.
Era quase inteira feita de medo.
Medo de errar, medo de retroceder.
Sem perguntar Rubem me contou sua história, suas dores e seus sonhos.
Me confessou que, desde a infância, tinha desejos homossexuais e até já tinha tido namorados.
Foi a primeira vez que os gestos de Rubem não gritaram e seus pés não se moveram enquanto ele estava sentado.
Havia um pouco mais de seis anos que ele tinha se tornado cristão e, desde então, abandonado atitudes homossexuais.
Tinha tanto medo de errar que negava tudo o que pudesse aproxima-lo, mesmo que pouco, do pecado.
Apenas ouvi.
Ouvi histórias que nunca pensei existir na vida de Rubem e, pela primeira vez, compreendi o porquê de suas atitudes e de como seguir aquele caminho era difícil para ele.
Mas o que me foi mais precioso foi o que ele me confessou antes de partir.
Trinta e um.
Não! Trinta e um, não.
Lembro-me que, um dia, ele me contou sobre a idade dele, mas não me lembro...
Ele parece ter trinta e três.
Isso! Trinta e três anos.
Rubem tem trinta e três anos e um olho jabuticaba, lindo.
Não me lembro ao certo quando foi a primeira vez que conversamos, deveria ser em grupo pois as vezes que conversamos em particular foram raras. E breves.
Não tínhamos muita coisa em comum.
Eu quase sempre ‘let be’ e ele eternamente apressado e perfeccionista com tudo que lhe vinhas às mãos.
Tudo em Rubem fala alto.
Muito alto.
É como se os gestos dele gritassem o tempo todo.
Seu tom de voz é alto e encorpado, seus braços movimentam-se tão rápido quanto seus olhos e seus pés batem no chão quando está sentado.
Confesso que me canso só de olhar.
Além desses gestos altos, seu perfeccionismo agudo se faz ouvir a quilômetros de distância.
Esses comentários soam mal?
Não são!
Nunca vi pessoa mais séria e empenhada a desenvolver um trabalho como Rubem.
Além de ótimo amigo procura sempre acertar em tudo o que faz.
Cuida de detalhes pequenos para que nada e ninguém tire seu foco dos estudos, do trabalho e de Deus.
Era um cristão exemplar.
Sua conduta ética, cristã e moral eram praticamente impecáveis.
Digo ‘eram’ porque não o vejo há, no mínimo, dois anos.
Não moramos na mesma cidade.
Apesar de discordar aquela postura de extrema perfeição, o respeitava. Mordia a língua e ficava quieta quando percebia que deveria haver mais flexibilidade nas atitudes e opiniões dele.
Uma vez a conversa estourou.
Não me lembro sobre o que falávamos mas lembro daquele silêncio quase palpável que ficou entre nós quando ele me confessou de que matéria era feita aquelas atitudes perfeitas que tinha.
Era quase inteira feita de medo.
Medo de errar, medo de retroceder.
Sem perguntar Rubem me contou sua história, suas dores e seus sonhos.
Me confessou que, desde a infância, tinha desejos homossexuais e até já tinha tido namorados.
Foi a primeira vez que os gestos de Rubem não gritaram e seus pés não se moveram enquanto ele estava sentado.
Havia um pouco mais de seis anos que ele tinha se tornado cristão e, desde então, abandonado atitudes homossexuais.
Tinha tanto medo de errar que negava tudo o que pudesse aproxima-lo, mesmo que pouco, do pecado.
Apenas ouvi.
Ouvi histórias que nunca pensei existir na vida de Rubem e, pela primeira vez, compreendi o porquê de suas atitudes e de como seguir aquele caminho era difícil para ele.
Mas o que me foi mais precioso foi o que ele me confessou antes de partir.
“-...se tenho desejos homossexuais depois que me converti? Claro que tenho! É uma luta constante. Peço a Deus, todos os dias, que mude meu coração e me de uma esposa, uma família. Mas se Ele não mudar meus sentimentos, passarei o resto de minha vida solteiro, mas nunca negarei meu amor a Jesus. Nunca voltarei ao pecado que abandonei.”
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Nota: Rubem é um nome fictício a fim de preservar a imagem de meu amigo.
(Créditos: Postado em MeninasdoReino)

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