Amar
é...
Amar é... Quem não se lembra do casalzinho pelado é porque não passou pela década de 80.
Sua
criadora, Kim Casali, uma inglesa radicada na Califórnia, escrevia bilhetes
para o namorado - mais tarde, seu marido -, um italiano chamado Roberto.
Em
1970, teve os bonequinhos publicados no Los Angeles Times, com enorme sucesso.
Roberto, o grande amor da sua vida morreu de câncer seis anos depois. A tirinha
de Kim continuou sendo editada, mesmo depois da morte da autora, em 1997, aos
55 anos.
Não
sei vocês – meninos e meninas do blog – mas eu me amarrava nos bonequinhos,
claro que havia uma forte censura por conta dos bonequinhos estarem pelados, mesmo
assim, os considerava o ápice do romantismo.
Sempre
esperei meu Peladinho – (risos) – meu príncipe igualzinho o
bonequinho.
O pior
é que em meus pensamentos a pessoa ideal tinha as características do Peladinho
de Kim Casali. Mas vou te explicar o porquê. O Peladinho é sempre o que tem as ações de carinho, é sempre o
que cede, cheio de gentilezas, o que geralmente não ocorre. Uma atitude que as
mulheres fazem naturalmente, para os homens é uma tarefa muito mais trabalhosa!
Mas
deixemos essa discussão de homens e mulheres de lado e vamos falar do que é
amar.
Creio
que o amor é bem mais normal do que a gente teoriza – quando falo “a gente” é a
gente “feminino” – Isso mesmo! Nós mulheres crescemos sob a cultura de um
príncipe que jamais existirá – ou como no meu caso um “PELADINHO”.
O “amar” que as
tirinhas traduziam era um amar à la femme, por mais gentis e românticos
que sejam os homens, jamais agirão como nós mulheres agimos, pelo simples fato
de que não faz parte da essência masculina!
Sou
prova viva disso. Meu namorado muitas vezes tem atitudes SURPREENDEMENTE
românticas, mas é tão...tão... como eu poderia dizer..tão masculinas que me fazem
rir, e isso não as deixa menos adoráveis.
Tudo porque ele sabe
que preciso de romantismo, mas ele não estudou com a minha cartilha de
romantismo, ele teve sua própria cartilha e utiliza seus ensinamentos da forma
adequada aos seus sentimentos. Amo cada atitude romântica masculinizada que ele
me oferece e isso me torna a mulher mais feliz da face da terra.
E é
isso mesmo! Amar é assim, entender qual a forma de receber amor que o outro
necessita. Sempre com mútuo respeito. Sem gritaria, sem ciumeiras, sem
cobranças, mas com muito entendimento, com muito romance – ainda que
masculinizado – e acima de tudo com muito AMOR.
No
AMOR Ágape...
P.S.:
É desse amor – AGAPE – que nasceram os outros tipos de amor. A saber: (EROS Físico, sexual;
PHILOS: amizade; STORGE: familiar)




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